A história da química

A história da química como qualquer outra história, começa no principio, na sua origem. E acreditem que ela começa muito lá atrás no tempo, até à pré-história.

A história da química e como tudo começou

Isto porque a história da química está diretamente ligada com o desenvolvimento do ser humano. Embora a química como ciência só tenha começado a surgir a partir do século XVII, a verdade, é que o principio do domínio da química começou muito muito antes. Começou com o homem das cavernas e o domínio do fogo.

A lembrar que o domínio do fogo não levou só o homem passar a ter luz e calor à noite, ou a ajudar na sua proteção contra os animais selvagens, mas também levou a que fosse possível a preparação de comida, a qual passa a ter menos microorganismos, para além de fazer com que a comida se tornasse mais fácil de ser digerida. O fogo também conseguiu que se conseguisse conservar melhor os alimentos, nomeadamente a carne e o peixe.

A consequência direta do domínio do fogo foi a diminuição da taxa da mortalidade, para além de ter ajudado a melhorar as condições gerais de vida dos seres humanos de então.

Dos tempos pré-históricos até ao inicio da era cristã

A história da química começa numa era onde as culturas que predominavam eram os Sumérios, Babilónicos, Egipcios e Gregos. Estamos numa época em que se acreditava em espíritos e que haveria pessoas que saberiam fazer “magia” para conseguir persuadir os espíritos a agir em seu favor.

Apesar de muito pouco conhecimento quimico tenha sido conseguido, a verdade, é que alguns elementos, tais como o ferro, o ouro e o cobre foram descobertos e reconhecidos nesta época. Os filosofos da altura, como Aristoteles acreditavam que os quatro elementos: Terra, Ar, Fogo e Água eram os elementos que compunham a matéria. Mas, graças a Deus, que com o tempo acabaram por aprender que o ferro podia ser afinal extraido apartir de uma rocha e que o bronze se podia obter combinando dois materiais: cobre e latão. O que fez com que começassem a imaginar num material ainda mais amarelo e ainda mais duro: o ouro.

Do início da era cristã à metade do século XVII

A história da química começa a dar os seus primeiros passinhos com aquilo que ficou conhecido na história como Alquimia.

Estamos perante um período onde os alquimistas acreditavam que era possível transformar os metais em ouro com a ajuda aquilo a que chamavam “A Pedra Filosofal”. E apesar de esta pedra nunca ter sido encontrado, a verdade, é que foram descobertos muitos elementos e compostos.

No principio do século XVII, alquimistas como Roger Bacon, Alberto Magnus e Raymond Lully começaram a achar que a busca pela pedra filosofal era uma busca em vão. Eles acreditavam que os alquimistas podiam servir melhor o mundo, descobrindo novos produtos e métodos para melhorar a vida quotidiana das pessoas.

Foi assim que se iniciou uma corrente pelas mãos de Theophrastus Bombastus. Pois ele acreditava que o principal objetivo da alquimia era ajudar a curar os doentes. Acreditava que o sal, o enxofre e o mercúrio podiam dar saúde se fossem combinados nas porções certas.

Nesta época temos Robert Boyle, que foi o último alquimista influente. Boyle no seu livro “O químico cético”, rejeitava todas as teorias vigentes e começou uma listas de elementos que ainda hoje é reconhecida. Foi ele quem formulou uma lei que relacionava o volume e a pressão dos gases: A lei de Boyle.

Em 1661, Boyle funda uma sociedade cientifica, que mais tarde viria a ser conhecida como Sociedade Real de Inglaterra (Royal Society of England).

Da metade do século XVII até meio do século XIX

A história da química vai conhecer a partir de agora métodos mais modernos de descobertas: testando teorias com experiências.

Uma das grandes controvérsias desta época vai ser o mistério da combustão. Isto porque houve dois químicos, Johann Joachim Becher e Georg Ernst Stahl que propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria defendia que uma “essência” deveria escapar durante o processo de combustão. Mas quem vai conseguir provar que o oxigénio é essencial para a combustão, vai ser o químico Joseph Priestly.

Vai ser nesta altura que o oxigénio e o hidrogénio vão ser descobertos. Vai ser o químico Antoine Laurent Lavoisier que vai formular a teoria que é aceite hoje em dia sobre a combustão.

A historia da quimica

Da metade do século XIX até hoje

A história da química entra agora no período que se chamou o da química moderna. É a partir desta era que podemos dizer que a química cresceu e floresceu.

As teorias de Lavoisier deram aos químicos de então a primeira compreensão real e verdadeira sobre a natureza das reacções químicas. E vai ser com base no trabalho de Lavoisier que um professor inglês de seu nome John Dalton vai formular a teoria atómica. Vai ser também mais ou menos na mesma altura que um químico italiano Amadeo Avogadro formula a sua própria teoria, que ficou a ser conhecida como a Lei de Avogadro, em relação a moléculas e as suas relações com a temperatura e a pressão.

Por volta de metade do seculo XIX, haviam aproximadamente 60 elementos e vão ser John A. Newlands, Stanislao Cannizzaro e A. E. B. de Chancourtois que vão reparar que todos estes elementos são similares na sua estrutura. Isto vai levar então com que Dimitri Mendeleev publica-se a sua primeira tabela periódica. E foi o trabalho de Mendeleev que levou à fundação da química teórica.

Em 1896, Henri Becquerel e o casal Curie descobriram a radiotividade, o que se tornaram as bases para a quimica nuclear. E em 1919, Ernst Ruttherford descobre que os elementos podem ser transmutados. Estipulando-se assim as bases para a interpretação da estrutura tómica. Esta teoria vai ser finalizada por um outro químico chamado Niels Bohn.

A história da química consegue assim, com estes e outros químicos que houvessem avanços na química e se criarem vários ramos distintos na apropria química, como por exemplo: bioquímica, química nuclear, química atómica, engenharia química, química orgânica, etc.

 

Ver também: A história da eletricidade

 

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