A história do budismo

A história do budismo é uma história que começa há muito tempo atrás, mas é uma história que vos vou contar agora.

O budismo não é só uma simples religião, é também uma filosofia de vida e que tem como base as mensagens deixadas por Siddahartha Gautama, que também era conhecido como Sakyamuni – o Buda que é retratado pela história.

A história do budismo

A história do budismo e como tudo começou

A história do budismo começa nos fins do Período Bramânico na Índia, e estendeu-se entre os séculos IX e III antes de Cristo.

E este período pode ser dividido em três períodos: o período bramânico ortodoxo, que foi o período de predominação dos Bramanas; o período bramânico desviante, do qual deu origem as Upanisadas e o período das heterodoxias.

Vai ser este ultimo período que vai dar lugar à origem do jainismo e do budismo. E de uma forma muito geral, podemos dizer que o budismo prega um caminho de libertação e de salvação mais individualizado.

O inicio do budismo está ligado ao hinduísmo, pois nesta religião, Buda é considerado a reencarnação de Yishnu.

E apesar de se ter espalhado pela Índia, Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka, Sudueste Asiático, bem como na China, Myanmar, Coreia, Vietnam e Japão, também viu o seu crescimento a ser interrompido na Índia a partir do século VII, isto devido ao avanço do Islamismo e da formação do grande império árabe.

Contudo, o budismo não deixou de ver os seus ensinamentos a ser espalhados e a crescerem por toda a Ásia, e em cada cultura foi sendo adaptado, ganhando assim características próprias de cada região.

Buda

A história do budismo conta-nos que Buda nasceu no Nepal, sob a forma de um príncipe que tinha uma grande fortuna. Chamava-se Sidarta.

E quando ele tinha 29 anos, teve quatro visões que lhe mudaram a vida: o envelhecimento que dava origem ao sofrimento; as enfermidades e a morte, revelando assim a face implacável da vida e os tormentos vividos pelo homem; um heremita com um rosto sereno, que lhe aponta o caminho para a paz.

É nesse preciso momento que ele se apercebe da fugacidade dos prazeres terrenos e abando assim os seus familiares e tudo o que tem e parte em busca da verdade e da paz permanente.

Esta decisão vai-lhe revelar o nível de compaixão que tem pelos outros, isto porque até então ele nunca vivenciara a dor.

Assim, após 6 anos de solidão e de isolamento, vivendo como um autentico hermita, ele percebe que só a pratica do “Caminho do Meio” impediria a autoflagelação, que não serve de nada, para além de debilitar a inteligência e a autocondescendencia, que é o que atrasa os avanços morais.

Um dia, com 35 anos, debaixo de uma arvore, numa noite de lua cheia, sente pulsar dentro de si uma enorme sabedoria, atingindo assim finalmente a compreensão da essência universal e uma visão intima da jornada humana.

Os budistas chamam a isto o ato de iluminação. É assim que Sidarta, um homem que nasceu príncipe vira Buda, aquele que é iluminado, aquele que é deperto. Não é um Deus, é um homem que conseguiu encontrar e conquistar as suas próprias luzes.

A partir daqui, vemos Buda a caminhar ao lado dos seus discípulos, levando os seus ensinamentos às pessoas. E foi assim durante mais 45 anos, até que aos 80 anos morreu.

E tal como Jesus, ele não se limitava a pregar, ele ensinava, exemplificando as suas mensagens.

A história do budismo

Budismo: os ensinamentos, a filosofia e os princípios

Os ensinamentos

A história do budismo diz-nos que esta religião, ou melhor esta filosofia de vida, estão relacionados com a ideia de que o ser humano está condenado a reencarnar infinitamente depois de morrer, e que tem sempre que passar pelos sofrimentos do mundo material.

Tudo o que uma pessoa fizer durante uma vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente.

É aquilo a que dão o nome de karma. Ou seja, ao enfrentar os sofrimentos de uma vida terrena, o espírito pode atingir o estado de nivana, ou pureza espiritual e assim chegar ao fim das reencarnações.

A moral budista tem como fundamentos a conservação vital e o comportamento comedido. E para se atingir estas metas é preciso treinar a mente e colocar em foco a disciplina moral ou a sila; a concentração meditativa ou a samadhi e a sabedoria ou a prajña.

E apesar do budismo não cultuar um ser como Deus, ou seja, não lhe concede poderes de criação, salvação ou julgamento, mas admite que existem entidades extranaturais.

A filosofia

A história do budismo, diz-nos que esta assenta em verdades como estas: que a existência está relacionada com a dor, que a origem da dor é a falta de conhecimentos e dos desejos materiais.

Assim, o budismo, diz-nos que para conseguirmos superar a dor, devemo-nos antes livrar-nos da dor e da ignorância. E para tal o homem tem oito caminhos que devem ser percorridos:

1 – compreensão correta
2 – pensamento correto
3 – palavra
4 – ação
5 – modo de vida
6 – esforço
7 – atenção
8 – meditação

Sendo que este último caminho, a meditação é considerado o mais importante para se conseguir atingir o estado de nirvana.

Os princípios

A filosofia budista tem cinco comportamentos morais que devem ser seguidos:

1 – não maltratar os seres vivos, uma vez que eles são reencarnações do espírito;
2 – não roubar;
3 – ter uma conduta sexual respeitosa;
4 – não mentir, não caluniar ou difamar;
5 – evitar qualquer tipo de drogas ou estimulantes.

Nos dias de hoje, o budismo tem a maioria dos seus seguidores no leste asiático. A Índia dos dias de hoje, é na sua maioria hinduísta, mais ou menos, cerca de 80 por cento da população total da Índia.

Ver: a história do cristianismo

 

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