A história do renascimento

A história do renascimento tem a ver com a história, com a arte, com o homem. Parece um pouco confuso? Acreditem que não é e já vão perceber porquê.

O que é

De uma forma simples, podemos dizer que o renascimento foi um movimento cultural, económico e politico, que teve como ponto de origem a Itália do século XIV. Movimento esse que conseguiu consolidar-se no século XV e que se estendeu no século XVIII, por toda a Europa de então.

O renascimento inspirou-se nos valores da Antiguidade Clássica, Grécia, Roma, etc. O renascimento que foi criado e gerado pelas modificações estruturais que houve na sociedade de então, acabou por resultar na reformulação total da vida medieval, dando assim o inicio à Idade Moderna.

A história do renascimento e a sua origem

A história do renascimento pode ter começado em Itália mas não ficou contida lá. E nasceu em Itália, muito por graças de ter cidades como Veneza, Génova, Florença, Roma, etc.

Estas cidades, foram cidades que conseguiram enriquecer com o desenvolvimento comercial no Mediterrâneo, o que por si só, deu origem a uma burguesia mercantil rica, e que para conseguir afirmar-se socialmente, dedicou-se às artes, juntando-se a alguns príncipes e papas.

A história do renascimento mostra-nos como o comércio com o Oriente, para além de ter permitido que muitos comerciantes europeus ganhassem fortunas, também fez com que financiassem as artes, como por exemplo: escultores, pintores, arquitetos, músicos, escritores, etc. tal como governantes e papas já o faziam.

A esta prática deu-se-lhe o nome de mecenato. E esta prática ajudou a impulsinar deste modo as artes e as ciências, para além de ajudar a reafirmar a posição politica das pessoas que financiavam e até protegiam os artistas.

Deste modo, os séculos XV e XVI, foram os se´culos onde a produção artística e literária foi muito mais intensa e que acabou por ter o nome de renascimento.

O renascimento e a sua cultura

A história do renascimento motra-nos que o renasciemtno tem quatro carateristas principais ou fundamentais. Elas são:

Racionalismo – os renascentistas acreditavam piamente que a razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento. E que tudo o que acontecia tinha uma explicação. A razão e a ciência conseguiam ter uma explicação para tudo.

Experimentalismo – os renascentistas acreditam que todo o conhecimento deveria ser mostrado e demonstrado através de experiências cientificas.

Individualismo – é nesta altura que urge a necessidade do homem se conhecer a si próprio, ido em busca da afirmação da sua própria personalidade, de mostrar o seu talento, conseguir atingir a fama Isto através da ideia que o individuo estava acima do coletivo.

Antropocentrimo – o homem é colocado como a suprema criação de Deus e como centro do universo.

O renascimento e o humanismo

A história do renascimento leva-nos a outro movimento chamado de humanismo, que surgiu em meados do século XV, e que mais não era que a glorificação do homem e da natureza humana.

Ou seja, como o homem era a obra mais perfeita de Deus, tinha a capacidade de compreender, de modificar e até mesmo dominar a natureza. Foi graças a esta nova linha de pensamento que surgiram novas disciplinas nas universidades, como por exemplo: poesia, filosifia e história.

A história do renacimento fala-nos dos humanistas e da sua busca de conseguirem interpretar o cristianismo, usavam escritos da antiguidade, como por exemplo, escrito de Platão.

E foi assim que o humanismo conseguiu tornar-se uma referencia para muitos dos pensadores da época, e isto inclui os filósofos iluministas do século XVIII.

O renascimento e a arquitetura

A história do renascimento mostra-nos como a arquitetura conseguiu nesta época recuperar o esplendor da Roma Antiga. Sendo que, os arquitetos que se destacaram foram: Leon Battista Alberti, Filippo Brunelleschi, Donato Bramante, Andrea Palladio e Michelangelo Buonarotti.

Alberti (1404-72) – ele foi arquiteto, pintor, escultor, escritor, para alem do maior teórico do renascimento. Deixou para trás vários tratados de pintura, escultura e arquitetura. Alberti detestava o religioso e defendia que os artistas tinham que se virar para as ciências, como historia, matemaatica, poesia, as fundações para os seus trabalhos. Foi ele quem escreveu o primeiro manual sistematizado da perspetiva, dando assim, aos escultores as normas sobre as proporções humanas ideais.

Brunelleschi (1377-1446) – ele foi escultor, matemático, ourives, relojoeiro e arquiteto, claro. Mas ele é mais conhecido no mundo por ser o pai da engenharia moderna. Foi ele que para além de ter descoberto a perspetiva matemática, lançou o projeto da igreja em plano central, substituindo assim a basílica medieval. Foi ele quem construiu o domo da Catedral de Florença.

Bramante (1444-1514) – foi quem, em 1502 contruiu o Tempietto ou Pequeno Templo, em Roma, onde São Pedro foi crucificado. Apesar de ser pequeno, o Pequeno Templo mostra em pleno os ideiais dos renascentistas de ordem, simplicidade e proporções em harmonia.

Palladio (1508-80) – foi quem influenciou os séculos que viriam com o seu tratado Quatro Livros de Arquitetura.

Buinarotti (1475-1564) – foi quem supervisionou a reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma. E acreditava que “os membros da arquitetuta são derivados dos membros humanos” Ou seja, as unidades arquitetonicas deveriam cercar simetricamente um eixo central central, tal como os braços e as pernas dos humanos.

Principais carateristicas da arquitetura renascentista:

  • Ordens Arquitetônicas;
  • Arcos de Volta-Perfeita;
  • Simplicidade na construção;
  • A escultura e a pintura se soltam da arquitetura e passam a ser independentes;
  • Construções: palácios, igrejas, vilas, fortalezas e planejamento urbanístico.

Ver: O que é a história da arte

A história do renascimento

O renascimento e a pintura

A história do renascimento mostra-nos que esta foi a época mais rica e mais talentosa. Vamos ter artistas de renome, como por exemplo: Piero dela Francesca, Fra Angelico, Botticelli, Mantegna, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Antononello da Messina. E não nos podemos esquecer de: Masaccio, Perugino, o supremo Rafael, os Bellini, Giorgione, Ticiano, Paolo Uccello, Lucas Signorelli, os dois Lippi, Ghirlandaio, Carpaccio, Cosmè Tura.

Giotto di Bondone (1267-1337) – ou simplesmente por Giotto. Ele foi pintor e arquiteto. É conhecido como fundador da arte renascentista. A forma impressionante como as suas obras são realistas para além do poder dramático que eleas têm, conseguiram ser uma verdadeira revelação para seus contemporâneos, anunciando ssim uma nova era na pintura. Foi considerado o elo de ligação entre as pinturas renascentista, medieval e bizantina. O seu trabalho é marcado pela identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum e os mais importantes das cenas que pintava, ocupando assim sempre posição de destaque na pintura.

Leonardo da Vinci (1452-1519) – foi quem chegou mais perto do ideal “homem da Renascença”, ou seja, um indivíduo de múltiplos talentos, e que emanava saber. Tinha múltiplos talentos, deixou cadernos e mais cadernos com suas pesquisas e estudos. Possuía grande curiosidade e vontade de voar como os pássaros. Essa busca constante por entender tudo o que o cercava, apesar de não ter deixado grande quantidade de obras na pintura, é incontestável a sua genialidade. Tinha um espírito versátil, o que o fez ser capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversas áreas do conhecimento humano.

Michelangelo Buonarotti (1475-1564) – pode-se dizer que foi quem mais contribuiu para aumentar o status da atividade do artista. Acreditava que a criatividade era uma inspiração divina, quebrou todas as normas. Os admiradores se referiam a ele como o “Divino Michelangelo”, mas o preço da glória foi a solidão. Entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. No meio de tantas, há uma que mostra a genialidade do artista, a “Criação do Homem” e o fresco “O Juízo Final”, que foi concluído 29 anos depois da pintura do teto, e essa pintura impressiona pela atmosfera sinistra.

Rafael Sanzio (1483-1520) – foi eleito o mais popular. Enquanto os outros dois eram reverenciados, Rafael era adorado. O pai de Rafael, era um pintor menor, que ensinou ao precoce filho os rudimentos da pintura. Mas aos 17 anos de idade, Rafael já era considerado um mestre independente. Aos 26 anos, foi chamado a Roma pelo Papa para decorar os aposentos do Vaticano, ele pintou os frescos, com ajuda de 50 discípulos, no mesmo ano que Michelangelo terminou o teto da Capela Sistina. Michelangelo chegou mesmo a dizer “Tudo o que ele sabe aprendeu comigo”. De Leonardo, ele arendeu a composição piramidal e aprendeu a modelar rostos em luz e sombra. De Michelangelo, Rafael adotou as figuras dinâmicas, de corpo inteiro e a pose de “contraposto”. Foi o grande pintor das Madonas. Morreu com 37 anos e segundo registos, toda a corte chorou a sua morte.

Sandro Botticelli (1445-1510) – foi um dos mais importantes artistas do Renascimento Cultural Italiano. Em suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas. Conseguiu resgatar, de uma forma brilhante, vários aspectos culturais e artísticos das civilizações grega e romana. As pinturas de Botticelli são marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores vivas. Para ele, a beleza estava ligada ao ideal cristão. Aí que, as figuras humanas em seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Uma de suas obras mais conhecidas, até os dias de hoje é “O Nascimento de Vénus”, que o pintor fez no ano de 1485.

Ticiano (c.1473-90-1576) – tal como os seus contemporâneos venezianos, dominou o mundo da arte durante sessenta anos, usava cores fortes como principal meio expressivo. Primeiro pintava a tela de vermelho, para dar calor ao quadro, depois pintava o fundo e as figuras em matizes vividos e acentuava as tonalidades usando trinta a quarenta camadas vidradas. Esse trabalhoso método possibilitava uma pintura convincente de qualquer textura, do metal polido ao brilho da seda, de cabelos louro-dourados à pele pálida. Abandonou os painéis de madeira e virou-se para o óleo sobre tela. E tal como Michelangelo, Ticiano também foi um dos percursores do movimento Maneirismo.

Principais carateristicas da pintura renascentista:

  • Perspectiva: as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria;
  • Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, estes contrastes reforçavam a sugestão de volume dos corpos;
  • Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada;
  • Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo;
  • Tanto a pintura como a escultura que antes mais pareciam apenas detalhes de obras arquitectónicas, tornam-se artes independentes;
  • O aparecimento de artistas com um estilo próprio, diferente dos demais. Não nos podemos esquecer que estamos num período marcado pelo ideal de liberdade, logo, pelo individualismo.

Ver: A história da arquitetura

A história do renascimento

O renascimento e a escultura

A história do renascimento mostra-nos que a própria arquitetura deixou de sentir a necessidade de elaborar esculturas com as regras da arquitetura. É assim que nasce a escultura como uma só, independente da arquitetura.

A história do renascimento diz-nos que os maiores contributos são de: Michelangelo Buonarroti, que usava esquemas geométricos para suas esculturas: Pietá, na Basílica de São Pedro; Davi, na Academia de Belas Artes de Florença; Pietá de Rondanini, no Castelo Sforza em Milão.

Donato di Niccoló di Betto Bardi (1386-1466) – ficou conhecido como Donatello. E os seus primeiros conhecimentos artísticos vieram do que aprendeu como aprendiz numa oficina de ourives. Elaborou grandes esculturas e na cidade de Pádua esculpiu uma estátua equestre, em mármore, de Erasmo da Narni, conhecido como Gattamelata. Para esta obra, Donatello usou como inspiraçãoa estátua equestre de Marco Aurélio, em Roma. Uma das suas esculturas mais conhecidas é “Davi”, feita em bronze e que se encontra no Museu Nacional em Florença.

Andrea di Francesco di Cione (1435-1488) – mais conhecido como Andrea del Verrocchio Diz a tradição que foi treinado por um ourives chamado Giuliano Verrocchi, de quem teria adotado o sobrenome. Por volta de 1460, começou a estudar pintura. Passados alguns anos, e com a morte de Donatello, que era o favorito dos Médici, assumiu seu lugar como protegido, e produziu para eles pinturas e esculturas, para além de desenhos para decorações, vestimentas e armaduras. Ficou como conservador das coleções de antiguidades da família, restaurando assim muitos bustos e estátuas romanas. Foi então que a sua fama se começou espalhar. Abriu uma grande oficina que atraiu muitos discípulos, entre eles Leonardo da Vinci e Perugino.

Principais carateristicas da escultura renascentista:

  • Acentuado naturalismo, ou seja, a procura de verassidade;
  • Um forte interesse pelo homem, pela forma de seu corpo, da sua expressão;
  • Gosto marcado não só pelo conhecimento e técnica, como pela ostentação de conhecimento;
  • Aspiração pela monumentalidade;
  • Esquemas compositivos, quer dizer formas globais, geometricamente simples.

Ver: A história da arte neoclássica

A história do renascimento

O renascimento e a literatura

A história do renascimento mostra-nos que também teve influência na literatura da época, dando origem aos maiores clássicos de então.

Dante Alighieri– foi o escritor italiano autor do grande poema “Divina Comédia”.

Maquiavel – autor de “O Príncipe”, obra precursora da ciência política onde o autor dá conselhos aos governadores da época.

Shakespeare – foi considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Abordou em sua obra os conflitos humanos nas mais diversas dimensões: pessoais, sociais, políticas. Escreveu comédias e tragédias, como “Romeu e Julieta”, “Macbeth”, “A Megera Domada”, “Otelo” e várias outras.

Miguel de Cervantes – foi o autor espanhol da obra “Dom Quixote”, uma crítica contundente da cavalaria medieval.

Luís de Camões – foi um dos destaques da literatura renascentista em Portugal, sendo autor do grande poema épico “Os Lusíadas”.

Ver também: A história da música

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