A história da eletricidade

A história da eletricidade é mais antiga do que aquilo que julgamos. Ou pelo menos a sua descoberta. Não vão acreditar quando é que a eletricidade foi descoberta. Ora vejam!

A história da eletricidade e a sua descoberta

A história da eletricidade começa no dia em que um filosofo grego chamado Tales de Mileto ao esfregar um pedaço de âmbar num pedaço de pele de carneiro reparou que os pedaços de palha e de madeira estavam a ser atraídas pelo próprio âmbar.

E foi assim, que a partir do âmbar surgiu o nome eletricidade, pois a tem origem na palavra grega “elektron”, que significa âmbar.

Vai ser também com base nesta experiência que vão ser descobertos outros materiais, como por exemplo, os diamantes, que também atraiam objetos leves quando eram submetidos a fricção.

Da Grécia antiga damos um pulo até 1600, quando estes materiais são estudados por um médico e cientista inglês chamado William Gilbert. Ele vai verificar que há uma série de materiais que possuem a mesma capacidade que o âmbar e vai denominá-los como “eletrica”.

Vai ser com base nas suas experiências sobre este tipo de materiais e o magnetismo, que nasce a obra “De Magnete, Magneticisqe Corporibus, et de Magno Magnete Tellure”, onde ele descreve que há outros materiais que também podem ser electrizados pelo atrito, como por exemplo, o vidro, o enxofre e até o lacre.

Neste livro Gilbert também descreve as suas experiências com o seu modelo da Terra a que chamou “terrella”.

Gilbert vai concluir então das suas experiências, que a Terá era magnética e que era por isso que as bússolas apontavam para Norte. Isto porque antes desta descoberta, acreditava-se que era a estrela polar ou às grandes ilhas magnéticas no pólo norte que atraiam as bússolas.

Vai ser então com base nestas descobertas que em 1672, pelas mãos de o físico alemão Otto von Guericke, não só começaram os estudos sistemáticos sobre a eletrificação por atrito, como também inventa uma máquina geradora de cargas eléctricas, onde uma esfera de enxofre girava constantemente atritando-se em terra seca.

A história da eletricidade

Eletricidade no séc. XVIII

A história da eletricidade mostra-nos que vão ser estes dois séculos, os séculos de confirmação da eletricidade. Ou seja, vai ser durante este período que vão ocorrer inúmeras experiências e descobertas relativas à eletricidade,

Vai ser em 1729, que este tipo de experiências vão culminar com a descoberta da condução eletrica por parte de Stephen Gray. Gray, que era um físico e astrónomo amador que trabalhava como tintureiro, descobre assim que existem materiais que são condutores de eletricidade e materiais que são isolantes de eletricidade. Foi ele também que descobriu o princípio da indução eletrostática.

Em 1733, vamos assistir a uma descoberta trazida pelas mãos de um químico francês chamado Charles Françous de Cisternay du Fay juntamente com o abade Jean-antoine Nollet, clérigo e físico francês com particular interesse pela eletricidade, que mais não foi que, o descobrirem que objetos carregados com eletricidade se atraiam em determinadas circunstancias, enquanto que noutras se repeliam, havendo assim dois tipos de eletricidade, a que deram o nome de vítrea, a carga positiva, e a resinosa, a carga negativa. Conseguiram também provar e comprovar que há dois tipos de força eletrica: uma de atracão e outra de repulsão.

A história da eletricidade leva-nos então a 1745, onde um alemão chamado de Ewald Georg von Kleist, descobriu que uma carga poderia ser armazenada, ao ligar um gerador de alta tensão eletrostatica por um fio a uma jarra de vidro com água que estava na sua mão. Ou seja, a água e a mão de Kleist agem como condutores e a jarra como um dieléctrico. Descobriu também que ao retirar o gerador e ao tocar no fio, o seu resultado era um choque elétrico.

Um ano mais tarde, em 1746, o físico holandês Pieter van Musschenbroek inventou um condensador semelhante, que acabou por ficar conhecido como a Jarra de Leyden.

A história da eletricidade diz-nos que a Jarra de Leyden originalmente era feita com uma garrafa de vidro com água, uma rolha perfurada por uma haste metálica que estava em contacto com a água. E quando a garrafa era segurada pela mão de um trabalhador e a tal haste era posta em contato com o terminal de uma máquina eletrostatica, acontecia que era acumulada uma grande carga eletrica sobre as paredes da garrafa. E se o trabalhador tocasse na haste com a outra mão, recebia um choque elétrico.

A história da eletricidade

Foi a descoberta da garrafa de Leyden que abriu as portas para grandes avanços no que toca à compreensão dos fenómenos elétricos, e claro que a sua evolução acabarão nos condensadores que conhecemos nos dias de hoje.

Mas vai ser em 1752 que vai ser feita uma descoberta importante, pelas mãos de Benjamim Franklin, que descobre que os relâmpagos são um fenómeno de natureza eléctrica.

A história da eletricidade mostra que esta descoberta é feita através de uma experiência perigosa conduzida pelo próprio, em usou um fio metálico para fazer voar um papagaio de papel. Este fio tinha preso uma chave também metálica, presa com um fio de seda. E ao soltar o papagaio pode observar que a carga eletrica dos relâmpagos descia do fio até à chave. Provando assim que os relâmpagos mais não eram que uma corrente eletrica em grandes proporções.

Vai ser então que com base nisto, vai ser demonstrado que hás tês de ferro ligadas à terra e posta sobre ou ao lado de edificações servem de condutores de descargas elétricas atmosféricas. Foi assim que nasceu os para raios.

Em 1783, Charles Augustin de Coulomb vai realizada uma experiência com uma balança de torção para determinar a força exercida entre as das cargas elétricas. É assim que nasce a lei de Coulomb, que foi essencial para o desenvolvimento do estudo da eletricidade.

Em 1791, vai ser a vez de Luigi Galvani descobrir a bioeletricidade. Isto acontece quando este estava a dissecar uma rã numa mesa onde antes tinha feito experiências com eletricidade estática. Galvani repara que as reações nos músculos da rã se devem à eletricidade. Desta forma conclui que é através da eletricidade que as células nervosas activam os músculos.

Eletricidade no séc. XIX

1800 – Alexandre Volta demonstra que se dois metais diferentes forem postos em contacto um com o outro, um fica ligeiramente negativo enquanto que o outro fica ligeiramente positivo. Estabelecendo entre eles uma tensão eletrica. Foi assim que foi criada a pilha voltaica, que eram discos de zinco e de cobre empilhadas e separados por pedaços de pano embebidos numa solução de ácido sulfúrico. E produzia energia eletrica sempre que um fio condutor era ligado aos discos que eram colocados nas extremidades da pilha.

1809 – Humphry Davy cria a primeira lâmpada eletrica, chamada de lâmpada de arco. Ao usar dois fios ligados a uma bateria Davy uniu as pontas dos fios a uma tira de carvão. O resultado foi que o pedaço de carvão brilhasse emitindo assim luz.

1820 – Hans Christian Oersted um dia repara que a agulha de uma bússola defletia do norte magnético quando a corrente eletrica da bateria que estava a usar era ligada e desligada. Para Hans, os campos magnéticos radiam a partir de todos os lados de um fio carregando assim uma corrente eletrica. Ou seja, há uma relação directa entre a eletricidade e o magnetismo.

Com base nisto, Adré-Marie Ampere conseguiu criar a teoria que permitiu a construção de vários aparelhos eletromagneticos e que lhe permitiu estabelecer as leis do eletromagnetismo.

1826-1827 – Um físico e matemático alemão, Georg Simon Ohm cria a primeira teoria matemática da condução eletrica nos circuitos, tendo por base o estudo da condução de calor de Fourier. Assim nasce a Lei de Ohm, que diz que para um condutor mantido à temperatura constante, a razão entre a tensão entre dois pontos e a corrente eletrica é constante.

1830 – Joseph Henry, um cientista descobre aquilo a que ficou conhecido como a indução eletromagnetica. O seu trabalho é desenvolvido por Michael Faraday, que fica com a fama da descoberta, só porque foi o primeiro a publicar as conclusões. A Henry é atribuída a invenção do motor elétrico. E com base nos seus estudos acerca de relés eletromagneticos, que Samuel Morse conseguiu inventar o telégrafo elétrico em 1838.

1842 – William Robert Grove desenvolve a primeira célula de combustível que produzia energia eletrica, usando uma combinação entre oxigénio e hidrogénio. Demonstrou que o vapor pode ser separado em oxigénio e hidrogénio, e o processo invertido.

1843 – James Prescott Joule consegue determinar o equivalente mecânico do calor. Ou seja, que sempre que se emprega uma força mecânica obtém-se um equivalente exacto em calor. Temos a Lei de Joule.

1845 – Gustav Robert Kirchhoff, um físico alemão cria duas leis que vão ser fundamentais dos circuitos elétricos e da emissão térmica. Que são as Leis de Kirchhoff.

1858 – William Thompson inventa um aparelho destinado a medir pequenas cargas elétricas, o galvanómetro.

1860 – António Paciotti constroi a primeira máquina de corrente continua com enrolamento fechado em anel. Máquina essa que ficou conhecida como o primeiro dínamo de corrente continua.

A história da eletricidade

1869 – Um engenheiro belga chamado de Zénobe Théophile Gramme inventa a quilo a que chamou a máquina de Gramme. Esta máquina nada mais era que um dinamo capaz de gerar tensão continua. A máquina de Gramme vai ser o primeiro motor elétrico potente usado com sucesso na história. Pois em 1873, Gramme descobre que o aparelho era reversível.

1876 – Um cientista e inventor escocês, chamado de Alexander Graham Bell, vai patentear o primeiro aparelho criado para transmitir sons por meio de sinais eléctricos: o telefone.

Ver:  A história do telefone

1879 – Vai ser a vez de Thomas Alvas Edison fazer a primeira demonstração pública da lâmpada incandescente, pondo assim fim á iluminação que até então era feita com azeite ou gás.

1882 – É nesta data que começa a funcionar a primeira central hidroeléctrica no rio Foz em Appleton, em Wisconsin.

1883 – A história da eletricidade lev-nos a Mikola Tesla que inventa a bobina Tesla, que mais não é que um transformador que converte a eletricidade de baixa tensão em alta tensão, facilitando assim o transporte da energia eletrica a longas distancias. No ano a seguir Tesla inventou o primeiro alternador elétrico para a produção de corrente alternada. É também neste ano que é inventada a primeira turbina a vapor por Charles Parsons. Esta turbina permitia produzir eletricidade de uma forma mais abundante e mos dispendiosa, para além de poder ser usada na industria naval.

1885 – Heinrich Hertz, um físico alemão através de experiências, verifica que as ondas electromagnéticas também são reflectidas, refractadas e polarizadas, da mesma forma que a luz.

1888 – Tesla consegue demonstrar o primeiro sistema pletórico polifásico de corrente alternada. Este sistema inclui todas as unidades necessárias para a produção e utilização da energia eletrica, como por exemplo: geradores, transformadores, sistema de transmissão. Motor e luzes. É assim que George Westinghouse, compra os direitos a Tesla e constrói a primeira linha de transmissão de corrente alternada entre as cataratas do Niágara e a cidade de Buffalo.

1897 – John Joseph Thomson consegue identificar o eletrão, que é uma partícula subatomica de carga negativa que circunda o núcleo atómico, que é responsável pela criação de campos magnéticos e eléctricos.

1899 – Assim com base nos estudos de Tesla e de Hertz, Guglielmo Marconi, um físico e inventor italiano vai inventar o primeiro sistema de telegrafia sem fios, transmitindo uma mensagem via rádio, desde Inglaterra e os EUA.

A história da eletricidade

A história da eletricidade, como podemos ver, a evolução que ficou registada ao longo dos tempos, mostra que a eletricidade passou de uma superstição a uma curiosidade científica a uma ferramenta essencial para a vida moderna.

E que a rápida expansão da tecnologia, quer nos secs. XIX e XX, mudou por completo a industria e a própria sociedade.

A versatilidade da eletricidade como fonte de energia, faz com que a sua utilização e aplicação seja praticamente ilimitada. Resta ver o que o século XXI tem reservado para este campo.

Ver: A história da televisão

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