A história da fotografia

A história da fotografia para ser contada, temos primeiro que perceber o que é a fotografia. E só depois é que podemos contar a sua história.

O que é

A palavra fotografia, acreditem ou não, vem do grego “fós” que significa luz e “grafis que significa estilo, pincel. Ou seja, “fósgrafis” que quer dizer desenhar com luz e contraste.

A fotografia, em termos simples é uma técnica de criar imagens usando exposição luminosa numa superfície fotossensível.

A história da fotografia e quando tudo começou

A história da fotografia diz que a nossa história começa um pouco mais atrás, uns 350anos antes de Cristo, onde existem registos de diversas experiências feitas por químicos e alquimistas. Isto a lembrar, que o ato de fotografar, é basicamente usar a luz para reproduzir imagens, como por exemplo silhuetas.

A criação de imagens a partir de um pequeno buraco está ao serviço da humanidade, mesmo antes de nos apercebermos como ela é importante.

Assim com o temos e com a evolução humana, vamos ter a câmara escura, já em 1558, e que foi descrita pelo italiano Giovanni Baptista Della Porta, e escusado será dizer que era conhecida por Leonardo da Vinci e claro que lhe dava uso, tal como outros artistas para esboçar pinturas, isto no sec. XVI.

A história da fotografia

Mas quem foi o “Pai” da fotografia?

Para podermos responder a isto, é precisa antes de mais definir exatamente o que pode ser considerado como fotografia.

É então que por volta de 1800, começam a surgir inventores com novas formas de capturar as imagens sem que fosse preciso pintá-las, como acontecia até aí.

Acontece, que uma dessas pessoas vai ser Joseph Nicephore Niepce, que em 1793, vai ser uma das primeiras pessoas a conseguir capturar a luz numa superfície sem ter de usar qualquer tipo de tinta, contudo, as imagens passado um tempo acabavam por desaparecer.

Para conseguir isto, Joseph usava uma câmara obscura, muito parecida com a que conhecemos hoje em dia como pinhole, e usava também um tipo especial de papel com cloreto de prata.

Em 1824, vai conseguir descobrir um método que lhe permitia uma duração maior. E em 1826 registou a primeira fotografia com duração indefinida, que até hoje existe. Mas neste tempo, escusado será dizer, que a sua resolução era baixíssima, para além de que todo o processo levava horas.

O passo seguinte para a popularização da fotografia

A história da fotografia diz-nos, como já foi dito, até esta altura, cada inventor fazia as suas próprias experiências. Contudo, vai haver um homem que vai levar o assunto mais asério.

O seu nome era Daguerre e o que ele pretendia era levar a fotografia a mais pessoas, e com isto em mente começou então a estudar os métodos de Niepce para conseguir criar um mecanismo que qualquer um conseguisse usar em casa para conseguir capturar os momentos especiais.

Daguerre conseguiu o apoio do governo francês e tornou o seu trabalho público para pesquisa. Foi assim que surgiu: o daguerreótipo.

O daguerreótipo, era uma espécie de máquina fotográfica, nesta altura bem primitiva. Mas foi o primeiro modelo de captura de imagens que foi comercializado em escala e é a partir daqui que podemos dizer que começou a era da fotografia no mundo.

Estas máquinas fixavam a imagem capturada numa placa rígida e espelhada, que tinha de ser guardada com muito cuidado, pois era extremamente frágil. As duas características principais desta máquina, ou técnica, são a riqueza de detalhes e a aparência tridimensional.

Uma das suas fotografias mais famosas foi a de Edgar Allan Põe, que ainda hoje se mantém preservada.

Ver: A história dos óculos

A fotografia e a sua evolução

A história da fotografia diznos que depois de Daguerre, vieram outros que usaram os seus métodos para tentar aperfeiçoar a fotografia. Apesar de terem sido muitos, há nomes que se destacam, como por exemplo:

Frederick Scott Archer – Foi quem conseguiu melhorar a resolução das imagens usando para tal emulsão de colódio húmida e conseguiu baratear o custo de produção de cada fotografia;

Félix Nadar – Foi o primeiro fotógrafo a capturar imagens aéreas e um dos primeiros donos de estúdio de retratos;

Adolphe Disder – Foi quem conseguiu criar um método de captura e impressão (Carte-de-visite) que, desta forma, barateava os custos de impressão e foi um dos responsáveis pelo sucesso a nível mundial da fotografia de retrato;

James Clerk-Maxwell – Foi quem apresentou, em 1861, o primeiro método de fotografia colorida. Esta era obtida através do uso de três negativos, e claro, que essa técnica serviu de inspiração para outros pesquisadores;

Mathew Brady – Foi quem juntou uma equipa que, pela primeira vez, iria fotografar cenas de guerra. Foram feitos, entre 1861 e 1865, cerca 7000 negativos da Guerra Civil;

Ducos du Hauron – Foi o pesquisador francês e o pioneiro nas técnicas de fotografia a cores. E foi quem publicou um dos primeiros livros sobre o assunto;

Richard Leach Maddox – Foi quem inventou o método de fixação das imagens usando para tal, uma suspensão gelatinosa, que, desta forma, iria substituir a emulsão de colódio húmida, criando-se assim as primeiras chapas secas. O que fez com que o processo de revelação se tornasse mais simples.

A história da fotografia

A Kodak

A história da fotografia leva-nos então até à Kodak surge pelas mãos de George Eastman, em 1880, que com apenas 24 anos abre uma companhia de criação de chapas secas, e que mais tarde vai ter o nome de Eastman Kodak Company.

E, não foram precisos muitos anos até a Kodak conseguir lançar a sua própria máquina fotográfica, que já vinha com um rolo de 20mts permitindo assim, a captura de até 100 imagens circulares de 2,5 polegadas.

Contudo esta câmara só se podia usar uma vez. Quando o rolo acabava, não dava para por outro. Mas como tudo na vida, também a máquina da kodak sofreu alterações e modificações. E como resultado disso os modelos que foram saindo à posteriori substituíram o papel por filme e a própria máquina foi ficando cada vez mais pequena e portátil.

Deste modo, podemos dizer que a criação da Kodak marcou a revolução na fotografia, uma vez que com a Kodak, o custo das câmaras, dos rolos de filme e a sua revelação ficou muito mais barata. Contudo, essa técnica ainda era só para alguns, nomeadamente, os mais ricos, que eram quem possuíam a sua própria câmara.

A fotografia colorida e os irmãos Lumière

A história da fotografia mostra-nos que apesar da fotografia colorida só se ter tornado viável e comercial, só a partir de 1940, ela já existia.

Foram os irmão Lumière, os pioneiros do cinema, que inventaram os autocromos coloridos, que foram mesmo patenteados em 1903 e que se tornaram no principal método de captura de imagens coloridas. Isto até surgirem os primeiros filmes a cores para as câmaras.

É verdade que os autocromos se tornaram muito populares entre os fotógrafos e entusiastas da altura, mas também é verdade, que este método era caro e difícil de ser usado, para além de obrigar a uma grande manutenção. Daí que não tenha sido possível a sua comercialização em massa. Mas mesmo assim, foram produzidas centenas de imagens com este método. Imagens essas, que ainda hoje perduram e que continuam a impressionar quem as veja, graças à sua resolução e qualidade de cores.

Desta forma, em 1835, passados 30 anos dos irmãos Lumière, a Kodak lança os chamados Kodachromes, que eram uma espécie de filme dispositivo que permitia tirar fotos com as câmaras da marca. Mas o seu processo de revelação ainda era complexo.

A história da fotografia diz-nos que apesar de em 1936 a companhia alemã Agfa ter lançado pela primeira vez um filme colorido, que podia ser revelado em qualquer laboratório, a verdade, é que a fotografia a preto e branco ainda é maioritariamente usada nos anos 60. Só a partir da década de 70 é que a maior parte das fotografias já vão ser tiradas a cores.

Ver: A história da arte

A evolução da fotografia para o digital

A história da fotografia mostra-nos que depois da invenção dos filmes coloridos foram poucas as mudanças que a fotografia sofreu até…ao aparecimento dos processos digitais.

Com esta evolução veio com ela três vantagens:

  • Já não precisar de depender da quantidade de poses de um filme;
  • Poder imprimir a um custo bem mais pequeno;
  • Poder ver a foto mesmo antes da sua impressão;

Isto tudo passou a ser possível porque a fotografia digital em vez de usar um filme, usa um sensor eletrónico. Mas se esta mudança tem as suas vantagens também tem as suas limitações, sendo um desses, a dificuldade que o sensor tinha em capturar as cores e os detalhes com a mesma qualidades que os filmes analógicos.

E foi assim durante muito tempo. Contudo hoje em dia, já não é assim, pois os sensores estão cada vez melhores, mas a fotografia analógica ainda consegue produzir as melhores imagens!

Ver: Eratóstenes

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