A história do cinema

A história do cinema é bem mais velha do que pensamos. Ela começa muito antes dos filmes mudos e a preto e branco. Ora vejam lá!

O inicio

A história do cinema, por mais incrível que pareça é mais antiga do que se julga. Ela tem a ver com a necessidade do homem registar o movimento, o que se consegue ver, perfeitamente, nas pinturas rupestres. E as primeiras tentativas de se fazer algo mais dinâmico, foi na China, cerca de 5000 a. C.

Nesta altura era feito um treatro de sombras, onde podiasse ver os objetos recortados, a serem manipulados para representarem heróis, dragões, príncipes e princesas.

Mas ao longo dos tempo, vieram diversas outras diversões, e com os avanços tecnológicos que permitiram a criação de aparelhos capazes de captar e registar o movimento. 

A história do cinema e o seu começo

A história do cinema está ligada aos avanços tecnológicos que foram sendo feitos ao longo dos tempos, como por exemplo, em 1889, com a criação do cinetoscópio de William Dickson, que era o assistente do cientista e inventor americano Thomas Edison. Este aparelho capturava imagens dinâmicas da realidade ou invés de estáticas, como acontecia com a fotografia.

Em 1992, pelas mãos do francês Léon Bouly, consegue-se a partir do cinetoscópio, criar o cinematógrafo. Que mais não era que um aparelho que conseguia gravar e projetar a luz das chamadas imagens movimento em tela, em quadros por segundo. Infelizmente Bouly não tinha dinheiro para registar a patente o que levou a que os irmãos Lumière patenteassem o dito aparelho.

E assim, a partir de 1895, os irmãos Lumière começaram a fazer várias produções cinematográficas de curta metragem e a exibi-las em sessões próprias para isso. Sendo que o primeiro filme deles exibido publicamente tinha o titulo de Sortie de L’usine Lumière à Lyon (Empregados deixando a fábrica Lumière) e para além de ter uma duração de apenas 45 segundos, foi exibido no Grand Café em Paris em troca de 1 franco.

Ver: L’arrivée d’un train en gare de La Ciotat (A chegada de um trem na estação) 

O cinema no século XX

A história do cinema quando entra no século XX tem que ser vista por épocas, pois o século XX foi cheio de acontecimentos que mudaram o mundo.

Anos 20

Expressionismo alemão – Nesta época e devido ao que se está a passar o cinema alemão tem como principais atores, as sombras, a loucura e o grotesco. Isto tudo para representar o clima pós guerra do próprio país que vai até a ascensão de Hitler, que proibiu as artes e preferiu um cinema-propaganda.

Avant-Garde Francesa – Aqui temos artistas das chamadas vanguardas plásticas, que trazem consigo inovação à tela. Aqui vemos o excêntrico Abel Gance a colocar 3 camaras lado a lado para não perder nenhum detalhe das grandes paisagens. E na hora de exibir, usa também 3 projetores, inaugurando desta forma o formato de tela que ainda hoje é conhecido.

Experimentalismo Soviético – Como havia falta de películas nas universidades de Moscovo, os estudantes de cinema foram “obrigados” a descobrir a montagem. Ou seja, usando vários pedaços de vários filmes famosos e a justaposição de imagens, conseguiam assim criar uma obra nova. E claro que aqui, os estudantes influenciados pela revolução russa, fazem aquilo que se chama de cinema ideológico, mas sem nunca perder o impacto visual.

Ver: O Encouraçado Potemkin (Sergei Eisenstein), Um Homem com uma Câmera (Dziga-Vertov)

Anos 40

Neo-realismo italiano – Aqui, são os temas sociais, os atores não profissionais e as gravações fora do estúdio que predominam. E por conseguirem levar a realidade do pós-guerra a custos tão baixos, os italianos acabam por se tornar numa referencia e influenciam vários diretores, como por exemplo, o brasileiro Glauber Rocha.

Ver: Ladrões de Bicicleta (Vittorio De Sica), Roma, Cidade Aberta (Roberto Rosselini), A Terra Treme (Luchino Visconti)

Anos 50

Nouvelle Vague – Entramos numa época, em que as pessoas estão cansadas de verem sempre os mesmos filmes, e como resultado, vamos ter os críticos de uma conceituada revista francesa Cahiers du Cinema a porem mãos à obra. Neste caso, câmaras ao ombro. Nesta nova fase, vamos ter a jogar a seu favor as dificuldades técnicas para se contar histórias simples, criando assim um estilo único.

Ver: Acossado (Jean-Luc Godard), Os Incompreendidos (François Truffaut)

Anos 80

Nesta década temos que destacar Pedro Almodôvar, que com uma linguagem televisiva, a roçar o folhetim, Almodôvar vai costurando a sua filmografia com toques biográficos, mas sempre com o tema recorrente do desejo.

Ver: Mujeres al borde de un ataque de nervios

Anos 90

A história do cinema chega finalmente à década de 90. Onde quatro diretores dinamarqueses criam 10 regras para se fazer um cinema puro, simples e sem qualquer género. Um cinema, sem trilha sonora, sem luz artificial e sem efeitos especiais.

Foi chamado a estas regras, o Manifesto do Dogma 95 e reforça a ideia de que qualquer um pode fazer cinema, o que por si só cria inúmeros seguidores um pouco por todo o mundo.

Ver: Festa de Família (Thomas Vintenberg), Os Idiotas (Lars Von Trier)

A história do cinema

A história do cinema nos EUA

A história do cinema americano, acreditem ou não, foi fundada por produtores independentes.

Produtores esses que em 1912 deixaram Nova Jersey e se instalaram em Hollywood, para fugirem à guerra judicial começada por Thomas Edison, que era quem detinha as patentes dos equipamentos de filmagem.

É por volta desta altura que temos os cinema mudo e em que diretores como D.W. Griffith e Charles Chaplin se tornam nomes de referência do cinema mudo americanos. Enquanto o primeiro faz filmes históricos, o segundo usa a comédia do tipo burlesco, usando para tal a personagem de um vagabundo.

Ver: O Nascimento de uma Nação (D.W. Griffith), Vagabundo (Charles Chaplin)

A história do cinema americano também sofre evoluções, principalmente com a chegada do cinema falado.

Vai ser então que a partir da década de 30 vamos começar a assistir a musicais em massa e que com isso começa a era de ouro do cinema. E para além dos musicais também vamos assistir a comédias românticas e a filmes de faroeste.

Ver: A Mulher Faz o Homem (Frank Capra), No Tempo das Diligências (John Ford), Picolino (Mark Sandrich)

Mas com a chegada da década de 40, vamos ver uma mudança no cimena americano. Vamos passar a ver a violência e as regras da máfia a serem exploradas. Continuamos a ter filmes a preto e branco, mas passamos a ter filmes com crimes e paixões perigosas.

Ver: À Beira do Abismo (Howard Hawks), Anatomia de um Crime (Otto Preminger), Casablanca (Michael Curtiz)

Com a década de 50 vamos ver um cinema em que temos filmes chamados de série B, em que temos filmes que são feitos com pouco dinheiro e sem quaisquer méritos artísticos. Este género que é baseado em literatura barata e que explora sexo e sangue, escusado será dizer, que vai ser recuperado na década de 70 e que se torna popular na década de 90, principalmente com os filmes de Quentin Tarantino.

Com a década de 70 passamos a ter filme a cores e a ter nomes como Francis Ford Coppola, Martin Scorcese, Brian De Palma, Steven Spielberg e George Lucas, que fazem uma verdadeira invasão a Hollywood, trazendo para os estúdios muito dinheiro com filmes cheios de violência e rebeldia.

Ver: O Poderoso Chefão I & II (Francis F. Coppola), Taxi Driver (Martin Scorcese), Tubarão (Steven Spielberg)

A partir da década de 80, 90 e por ai fora, vemos as tecnologia a evoluírem e o cinema a adaptar-se a elas. Sendo que cada vez mais as tecnologias se mostram presentes nos filmes, quer nas telas, quer nos equipamentos.

Ver: Filmes: E.T. (Steven Spielberg), Titanic (James Cameron), a trilogia Senhor dos Anéis (Peter Jackson), as animações da Pixar.

A história do cinema como podem ver tem vindo a acompanhar o homem e as mudanças na sociedade e no mundo. E como o século XXI ainda está no inicio, acredito, que o cinema ainda tem muito mais para nos mostrar.

Ver também: A história da fotografia

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